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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Didi, queres morrer então morre!


O Dionísio é o meu bonsai de estimação. Toda a vida tratei dele como um bebé.
Normalmente chamo-lhe Didi, afinal de contas os babyss chamam-se pelo petit nom.
Sempre foi um bonsai mimado pela mãe Tita. Todos os dias pelo menos 5 minutos meus são dele.
Com a chegada do Didi foi necessário aprender a tratar dele. Fi-lo com vontade.
Depois das férias deste Verão, o Didi começou a perder imensas folhas, a ficar com um ar triste e a deixar de beber a água que era habitual.
Depois de muito ler, suspeito que seja uma virose.
Ontem um amigo dizia-me para o levar a um hospital de bonsais. Pedi-lhe os contactos e pensei que não teria outra solução senão ir. Mas depois pensei, o meu Dionísio não vai a nenhum hospital. Só me faltava ter um bonsai com a mania que é rico só porque vive na Sé. Bonsais presunçosos non s'aguentam!
Se quer estar doente e não reagir aos meus cuidados, esteja.
Se quer continuar feio de tão amarelo que está, fique.
Se quer morrer sem ter razões para tal, morra.
Fique sabendo que a sua mãe Tita estará sempre aqui se houver vontade para recuperar...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Ó Tita Florista!





Em jeito de "Ó Júlia Florista", apresento-vos a Tita Florista!

"A Tita florista boémia e fadista
diz a tradição
foi nesta Lisboa figura de proa
da nossa canção
figura bizarra que ao som da guitarra
o fado viveu
vendia flores mas os seus amores
jamais os vendeu

Ó Tita florista
tua linda história
o tempo marcou
na nossa memória
Ó Tita florista
tua voz ecoa
nas noites bairristas
boémias fadistas
da nossa Lisboa

Chinela no pé um ar de ralé
um jeito de andar
se a Tita passava Lisboa parava
para a ouvir cantar
no ar o pregão na boca a canção
falando de amores
encostado ao peito
a graça e o jeito do cesto das flores"

(as imagens são da casa da Tita florista)

sexta-feira, 27 de junho de 2008

AHHHHHHHHHHHH

Morreu o meu Gigi. Sinto-me uma má mãe.
Não sei se lhe dei água a mais, não sei se não gostou da cozinha, ou se calhar não apreciou a companhia do Kiko. Só sei que estou triste :(
PS: Para quem não sabe, o Gigi era o meu manjerico e o Kiko é o meu bonsai

domingo, 15 de junho de 2008

Olhó Manjerico...

Como já é sabido por todos nós, o Manjerico é um símbolo da famosa e popular festa alfacinha, o Santo António. É costume ir aos Santos, comprar um Manjerico e tentar que ele sobreviva até ao ano seguinte, quando se compra outro. Apesar de isto me parecer um pouco triste, um 'amor' só poder durar um ano porque segundo a tradição devemos trocá-lo por outro, também sei que é difícil um Manjerico viver um ano, visto que é uma planta hiper sensível, que requer cuidados especiais e é bastante exigente com os mesmos.
Outra coisa tradicional é o facto de ele vir sempre acompanhado de uma quadra, agarrada a uma flôr espetada na terra, que alude ao Amor e ao Santo António (ou não fosse o Manjerico a erva dos namorados).
Como sou fã de Manjericos (e ando um bocadinho viciada em plantas, flores e afins), decidi, este ano, comprar um. Demorei 20 min a escolhê-lo, sinceramente não por ele em si, já que eram todos bonitos, mas em função do verso. Lá me decidi e trouxe o Gigi (já o baptizei), com a seguinte quadra:
"O Amor é uma albarda,
que se pranta em quem quer bem.
Eu, para não ser albardado,
não tenho Amor a ninguém"
Gostaria de seguir o conselho o mais rápido possível porque estou constantemente a ser albardada (e isso é chato), contudo chego à conclusão que "A Vida sem Amor não faz sentido", ou como díriamos por aqui, a Vida sem Amor non s'aguenta.

domingo, 13 de abril de 2008

Domingo de Jardineira





Acordei com vontade. Ikea e Aki foram o ponto de partida.
Luvas, 20 kg de terra, vasos, plantas e flores, tesoura de corte, jarras, regador e muitos mais acessórios foram os meus companheiros neste Domingo solarengo.
Aquilo que fazemos e nos dá prazer é bem feito!
Os resultados estão à vista.
Sonho com uma casa que tenha uma estufa inteiramente feita por mim.
Sonhos são sonhos.